Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010

Mulher Só...

 

 

Viver sozinha nos dias de hoje será algo difícil de entender? Penso que não. Viver sozinha nos dias de hoje é uma opção pessoal e não a falta da mesma.

 

Quando a mulher descobre que não precisa de protector ou de sustentador, após sair de casa dos pais, de um divórcio ou separação e até mesmo quando fica viúva, muito facilmente percebe que pode ter o comando da sua própria vida.

 

Estar só, dentro deste contexto, pode significar um momento de entres safra, onde poderá decidir se pretender ter ou não um outro companheiro, porque a diferença impressionante dos tempos de antigamente para os actuais, é que a mulher resolvida sabe que não precisa de um homem a tiracolo para ter o seu lugar no mundo. Ela própria tem e faz o seu lugar, bem como o seu status social.

 

O facto da ela estar sozinha não implica a conjuntura do tempo de duração, mas sim o aspecto emocional. Porque tanto a mulher como o homem, quando inteiros, podem escolher ter um companheiro(a) de percurso autêntico, que não se reduza apenas a uma linha cruzada de vidas recíprocas que se reflecte confuso nas necessidades pessoais de cada um.

 

Existe também a solidão involuntária, aquela aquando num relacionamento de anos, algo abrupto e inexorável acontece e a mulher se encontra só. Que fazer em ocasiões dessas?

 

Primeiro observar e entender o quanto de si mesma estava no parceiro e aos poucos resgatar os pedaços cedidos. Simultaneamente, parar para reflectir sobre o quanto vivia para essa mesma relação. Por fim conhecer a sua própria identidade independente de qualquer relacionamento. Mas esse caminho requer cuidado especial, amor-próprio por si mesma, nunca pena.

 

A solidão involuntária, seja qual for o motivo, é óptima para que um desenvolvimento interior mais profundo aconteça. Pode até ser um ponto de partida em que novas habilidades surjam e até uma preparação, dependendo da situação de vida, para que a mulher reveja o que deseja num próximo relacionamento.

 

Não devemos desprezar as mudanças de vida, elas abrem espaço para que o autoconhecimento se instale de forma a dinamizar a clareza e em determinados casos, para que uma maior depressão não se instale.

 

Mas se a mulher tem a sua identidade construída no outro, ficar só repentinamente pode ser desastroso. Equilibrar-se novamente requer o seu tempo e a necessidade de apoio e ajuda dos amigos.

 

Momentos de solidão e de encontro connosco são extremamente importantes para que possamos dar significados a nós próprias, porém nunca em excesso, para não correrem o risco de se perderem.

 

Tanto a solidão voluntária como a involuntária deve ser um óptimo caminho para levar a mulher a se conhecer incrivelmente bem.

 

Nós, mulheres somos provedoras, não o contrario como nos foi ensinado.

 

Reaprender a beneficiar dos caminhos da capacidade e segurança de nós próprias, sem retrocessos.

 

Nos tempos primitivos, a mulher era muito reverenciada em todos os tempos de sua vivência, fazendo parte da crença popular, que quando menstruada, frequentemente deixava escoar o seu sangue sobre a terra, para que a sua força pudesse arar dando boa colheita. Quando grávida, a mesma força do seu sangue servia para alimentar o bebé que estava a ser gerado no seu útero. E finalmente na menopausa, o seu sangue e poder permaneciam definitivamente com ela, tornando-a por consequência a velha sábia a quem todos respeitavam e pediam conselhos…

 

Cabe a nós, mulheres do século XXI, resgatar nossas raízes. Sozinhas ou não, nós devemos encontrar a força primordial. Só não devemos ficar paradas. Ousemos, busquemos e conquistemos em cada dia o nome tão belo de se ser MULHER.

publicado por Sempre seriamente na boa às 23:53
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